quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Somos todos iguais na diferença

Primeiramente peço desculpas pela falta de atualização, mas é que andei sem tempo de parar, pensar e escrever alguma coisa decente. Então, fiquei sumida mesmo. Mas cá estou, com saudadinha e começando de vez o ano pós carnaval!
O post de hoje é um pouco diferente, é um texto que fiz para o blog da empresa que eu trabalho, que atua com a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Então eu escrevi parte da minha opinião sobre esse assunto e resolvi compartilhar com vocês, pois acho que é um tema que deveria ser do interesse de todos. Espero que gostem e reflitam!




É praticamente inacreditável ver que em pleno século XXI ainda existam preconceitos e discriminação entre as pessoas. Ou que muitos até hoje não tenham percebido a importância, ou melhor, a extrema necessidade da acessibilidade humana.  Muitas pessoas com deficiências (PcD’s) são impossibilitadas de trabalhar em certos locais pelo fato de não estarem devidamente adequados e adaptados para essas pessoas, isso é impressionante (negativamente). Certamente diversas PcD’s têm a mesma ou mais capacidade do que qualquer um, muitos estudaram bastante para terem boas oportunidades e são impossibilitadas pelas barreiras que precisam ultrapassar e destruir. Como, por serem cadeirantes e não haver rampa de acesso em certos locais? Ou por serem cegas e não haver leitor de tela? Surdas e não haver pessoas capacitadas em Libras? Já está mais do que na hora de todos mudarmos isso. Não generalizemos, pois sabemos que muitas empresas estão trabalhando pela inclusão social e que essa luta tem dado resultados consideravelmente bons, mas essa é uma batalha que estará sempre em busca de respostas cada vez melhores. Teoricamente, todos somos diferentes uns dos outros, e de fato isso é muito positivo, pois assim cada um de nós tem algo para acrescentar.  Temos diferenças internas como o jeito de ser, de viver, de pensar e de agir; e as diferenças externas como o cabelo, nariz, cor da pele, altura. Porém, todos temos qualidades, capacidades e sabedoria para oferecer ao mundo lá fora. Por isso insistimos em vencer essa luta, para superar e acabar com todos os preconceitos, pois sabemos que as diferenças superam as barreiras. Queremos mostrar que as empresas valorizam e exploram positivamente o trabalho dos PcD’s, assim como o de qualquer profissional qualificado, indo muito além de apenas incentivos fiscais! Se você é PcD não desista dessa batalha, pois quem acredita sempre alcança. Se for empresa, continue trabalhando e incentivando a inclusão social, não apenas no mercado de trabalho, mas para um aprendizado de vida.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Perder para valorizar: porque?


Esses dias ouvi dois caras conversando na rua e um deles falou: “nós deveríamos dar valor para as pessoas enquanto elas ainda estão com a gente, e não só depois que perdemos”.  Aí eu fiquei o caminho todo de volta para casa pensando nisso, pensando no porque de ser sempre assim, porque temos que perder alguém, decepcionar quem gostamos, para notarmos o quão importante era aquela pessoa em nossas vidas. Seria tão mais fácil se as pessoas se doassem mais nos seus relacionamentos amorosos, se ambos cedessem um pouco a vontade do outro, se fossem sempre parceiros em todos quesitos necessários para um amor dar certo, de modo que decepções pudessem ser evitadas e arrependimentos também. Mas ás vezes nem isso basta, não existe amor perfeito, não existe relacionamento com todos os itens na medida certa de alegria. Brigas e desavenças são naturais (e até saudáveis em alguns casos). Porém tem gente que não consegue superar isso, não consegue fazer com que o relacionamento passe por cima dessas barreiras, ou não está disposto para tal. E é aí que começa tudo a desandar, começam a procurar outros parceiros, pensar em traição, sentir desejo por todos e todas que passam na rua, e pensando “porque diabos eu estou nessa relação? Eu sinto falta das amizades, da vida noturna, de pegar geral”. E assim volta para essa vida, esquecendo tudo de positivo que a pessoa ao lado já proporcionou, esquecendo que ao chegar em casa querendo carinho, querendo desabafar, querendo um abraço sincero de alguém que realmente se importa conosco, não vai mais ter. O que terá ali é uma pessoa diferente a cada dia, que não conhece você completamente, e, portanto não vai conseguir dizer as palavras certas, nem aturar suas manias, dramas e reclamações naquela noite. Ela não é obrigada a isso. E então você sente falta e lembra-se do que deixou para trás, sentindo falta dos carinhos, cuidados e atenção. Você se arrepende de ter caído na tentação, abandonando quem estava sempre ali. E a pessoa “abandonada” depois de muito ter sofrido, soube erguer a cabeça e seguir em frente. Sempre em busca de alguém a sua altura, que saiba o valor que tem, o valor da companhia de uma pessoa especial, o valor de ver AQUELE sorriso, o valor daquele abraço, dos beijos, dos jantares, dos filmezinhos embaixo das cobertas, das brincadeiras que só os dois entendem. O valor de se sentir bem só de estar ali, ao lado de quem amamos, mesmo sem fazer nada. Por isso, não deixe as barreiras serem mais fortes que o amor, pois se ele existe, ele tem que ser maior que tudo. Passar por cima de tentações, desejos, brigas, rotinas, superando isso. Não espere perder alguém, para saber o valor que aquela pessoa tem. Mas se já não existe mais amor, se ele já está gasto, se a vontade de estar com outras pessoas, de conhecer outros é maior, pule fora antes de decepcionar quem já foi importante um dia. Sendo leal e sincero, sempre.
“Cuide de quem corre do seu lado e de quem te quer bem, essa é a coisa mais pura”.