Compartilhamos do mesmo sangue há exatos 16 anos. É, pois hoje, só que em 1996, tu estavas lá, tornando-se mais um membro desse imenso mundo. Não me recordo muito bem, eu tinha apenas três aninhos, mas lembro de um bebê fofo (para não dizer gordo) e loiro, que viria a ser meu irmão. Durante todo esse tempo pude te ver crescer, mentalmente e fisicamente. Maior que eu, já não posso mais vencer em nossas lutinhas, nem mesmo te encher de chutes e socos como eu fazia quando estava com raiva. Porém, ainda posso te jogar fitas de vídeo cassete na cabeça, como já fiz uma vez, se lembra? Sorte tua que estamos numa nova era, em que estas foram substituídas por DVD e Blu-Ray. Também não posso mais te obrigar a assistir as aulinhas, nas quais eu gostava de bancar a professora te fazendo estudar junto com as minhas bonecas e te impedindo de assistir os clássicos desenhos matinais que passavam na TV. Mas eu posso te aconselhar a estudar bastante, se dedicar ao que tu faz atualmente para conseguir alcançar teu objetivo de entrar na faculdade de engenharia civil, não é mesmo? Primeiramente a meta é essa: concluir o ensino médio e passar no vestibular. O ensino superior é preocupação posterior. Outro papel que eu gostava de bancar, era o de mãe. Te obrigando a ficar trancado no meu quarto, fingindo que só ali era a nossa casa e te alimentava de Neston com água. Que delícia, ein? É, acho que isso também já não posso mais forçar tu comer (graças a Deus), mas sei que hoje em dia tu se alimenta muito bem, comendo até demais. Chegando a me irritar por muitas vezes acabar com as comidas da casa. Seguidamente, eu te convidava para dormir no meu quarto para assistirmos a filmes, quase sempre os mesmos: Rei Leão, Digimon, Tarzan, Dragon Ball e meus clássicos da Disney. Vez em outra era eu a convidada para o teu quarto, mas os motivos eram: medo do filme de terror que tínhamos acabado de assistir ou algumas partidas de videogame para jogarmos. Brigas? Passamos por várias, muitas vezes quase nos matamos. Porém hoje, admiro muito nossa relação fraternal. A cumplicidade que temos desde pequeno, um acobertando o outro perante a bronca que levaríamos de nossos pais; nos protegíamos também dos xingões da Ju, quando resolvíamos dar o resto do nosso almoço para os cachorros. Agradeço pela tua parceria em jantares de amigos dos nossos pais, em que ficávamos reclamando, agradeço a companhia nas viagens, programas de ‘velho’ e programas divertidos também. Hoje, pela primeira vez não pude estar presente nessa data tão importante para todos nós aqui de casa, mas eu desejo um aniversário perfeito e que tu saiba que a minha amizade contigo é uma das únicas que garanto ser para sempre. Por meio de xingamentos, como babaca, idiota, imbecil e inútil é que demonstramos o amor que sentimos um pelo outro. Se tivermos barras para aguentar, aguentaremos junto. Comemorações? Com certeza serão sempre muito bem feitas. Por fim queria te dizer: que bom que tu existe, “pirralho”.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Julgue menos, conheça mais!
“Joãzinho é um completo idiota que só quer se exibir com seu corpinho bombado”; “Mariazinha é uma piriguete desgraçada que quer roubar meu namorado”; “Afonso é um bêbado, infeliz e canalha”; “Danizinha é brega, nojenta e não tem cérebro”. Julgar as pessoas de acordo com o que acreditamos que elas sejam, sem ao menos conhecê-las de fato, é algo que tem me indignado um pouco ultimamente. Sim, quase todo mundo tem mania de olhar de longe alguém e logo criar mil suposições de que tal pessoa seja as piores coisas possíveis. Se é provida de beleza e de gostosura, é piriguete. Se o cara gosta de ir na academia e tem um corpo bacana, não tem cérebro, só músculos. Se possui algum tipo de deficiência, é incapaz de se envolver em qualquer atividade. Mas baseados em que tiramos essas conclusões? Tudo bem, muitas coisas podem ser verdades. Mas porque não buscamos conversar, conhecer, analisar o interior e entender as pessoas antes de julgá-las? Caso a nossa teoria inicial se concretize, daí sim, temos motivos para pensarmos o que quisermos. É característico do ser humano ficar tentando adivinhar a personalidade dos outros, criar uma imagem negativa de alguém e questionar a felicidade da vida alheia. Pra que? Pra que se preocupar tanto com o que os outros fazem ou deixam de fazer? Sem pregar uma de boa samaritana, pois admito que falo muito também. Porém, sei que erro e acredito que se cada um cuidasse do seu próprio nariz primeiramente, facilitaria muitas vidas, inclusive a sua própria. Cada um é livre para viver do jeito que ache melhor, e ninguém tem o direito de criticar isso. Não é porque tal estilo de vida não nos agrada ou não está de acordo com nossos princípios e opiniões, que vai ser considerado errado. Afinal, é muito fácil olhar para os outros e rir ou pensar: “Meu Deus, como ela pode ser assim? Que nojo, nem conheço direito, mas odeio essa guria”; antes, vamos olhar para nós mesmos e repensar em nossas atitudes, sabendo que infeliz é aquele que cuida mais dos outros do que de si mesmo. Para finalizar, deixo um trechinho da música “Uma Outra Estação”, da banda que tanto gosto, Legião Urbana:
Não me digam como devo ser
Gosto do jeito que sou
Quem insiste em julgar os outros
Sempre tem alguma coisa pra esconder
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Ah, o verão...
Menos roupas, mais cores, sol, bronzeado, sorrisos e paixão. Coisas que o verão tem a capacidade de nos proporcionar. Como dizem, é a estação da perdição, na qual nos apaixonamos mais pelas pessoas, pelos dias, dormimos na rede em uma tarde livre e ensolarada. Há os que precisam ficar trancados em um escritório mantendo-se com o ar condicionado, mas sabendo que o que espera lá fora é um calor infernal de 40°, que nos faz sentir ódio das calças jeans, camisas sociais e meias que temos que vestir enquanto desejamos um short e havaianas. Esperando a sexta-feira chegar para encarar a Freeway lotada, rumo ao litoral. Ah, o verão, estação das vontades, dos beijos e abraços calorosos, das maiores histórias que marcam nossas vidas. Correr na praia, catar conchinhas, aprender a surfar, andar de Banana Boat, enfim, praticar todos os esportes possíveis – ou acreditar que pratica. Devorar crepes duplos, triplos; se esbaldar em alguma sorveteria, enchendo o potezinho com todas as guloseimas possíveis; churrasquinho de domingo em família, rodeado de cervejas geladas. E mesmo assim insistir em estar malhada, para não passar vergonha na praia perto de tantos corpassos. Claro, pode comer muito, mas a teoria do projeto verão 2012 tem que continuar em alta. Corridinhas, caminhadas e a insuportável musculação. Vale tudo para manter a forma, ou pelos menos tentar para diminuir a culpa diante de tantas comilanças. Aturar todos os comentários na época do Big Brother, ver fotos insinuantes nas redes sociais de piriguetes que estão “curtindo” a estação; é, este é o verão. E que eu realmente gosto muito! Por isso, acho digno que todos aproveitem demais essa época do ano, que tem suas delícias e prazeres. Ame muito, mergulhe (nos sentimentos e perdições, e também no sentido literal), beije, abrace, beba (com toda cautela e longe da direção, por favor), tenha amores de verão e histórias para contar. Mas não se esqueça do filtro solar, como diria nosso amigo Pedro Bial.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Um jeito interno e particular
Olhando fixamente para a parede branca e mordiscando o dedo, assim permaneço enquanto estou pensativa em busca de ideias que habitam minha mente – em meio de interrogações. Minhas manias são diversas, essa é uma delas: sempre tenho as melhores conclusões ao olhar para uma parede branca (com algumas rachaduras, talvez), ali me surge uma luz e começo a pensar, escrever, explorar um mundo muito meu que domina minha cabeça. Falar de mim sempre foi muito difícil, nunca gostei de dinâmicas desse tipo e tenho um temor que antecede entrevista de estágio, na qual possam me pedir: fale mais de você. Falar o que? Tudo bem, eu falo. Eu odeio falar de mim. Mas posso contar que tenho um sonho de viver numa casa na beira da praia, na qual dormirei em redes e meu café da manhã será na areia. Conto que não consigo ficar parada enquanto escovo meus dentes, tenho que fazer um tour pela casa; é muito difícil eu me adaptar a andar de chinelos dentro de casa, gosto mesmo é de ficar descalça, até cortar o pé com algum caco de vidro com um copo que quebrei há alguns dias. Sim, sou bastante desastrada também, tenho mãos de manteiga, sempre ouvi isso de meus pais: “a Laura não sabe segurar as coisas direito, tudo ela tem que derrubar”. E choro, sou muito chorona, quando alguém fala mais grosso comigo, eu tento responder a altura, mas logo é possível notar aquela voz chorosa tentando parecer forte. Preciso contar até 10 quando estou irritada, as vezes é necessário que seja até 20, no meio de respirações fortes vou voltando ao meu estado normal e controlado na medida do possível. Sou bastante de lua também, após meus escândalos fico dando risada e com síndrome de Felícia (apertando todo mundo). Isso ocorre principalmente quando estou de TPM, e nossa, como tenho TPM. Mas até me considero calma, pelo menos consigo transparecer isso aos outros e sou bastante paciente em diversas situações, modéstia parte, me considero uma ótima ouvinte e acredito que haja uma psicóloga enrustida em mim. Sou neurótica com meus cabelos, já tentei ser desapegada, mas sou a favor da teoria: bad hair days are bad days. Porém, acho que amadureci um pouco essa minha certa futilidade, hoje sei o valor de um coque ou de um rabo de cavalo nesses dias de chuva que o cabelo não tem jeito de se aquietar. Ah, cabelos esses que são lavados com Johnsons Baby Shampoo, apenas pelo fato de eu amar o cheirinho da camomila que me lembra minha doce infância. Já fui chamada de estranha por que todas as vezes antes de sair de casa preciso tomar um copo da água, mesmo que eu não esteja com sede, também preciso fazer xixi, mesmo sem vontade. Pois sei que se eu não fizer isso, 5 minutos depois estarei com sede e apertada, tudo psicologicamente. Adoro escrever e desenhar, sinto que estou desabafando e me acalmando quando faço essas coisas. Mas apenas quando estou inspirada, não existe nada mais difícil do que fazer o que a gente mais gosta quando é a força, sem estar com aquela louca vontade. Sou uma romântica assumida, apesar de ser chamada de fria por muitas pessoas. É, quando eu não simpatizo com alguém ou pego nojo, sou realmente uma mala e não há quem me faça mudar ou ser simpática. Talvez por isso exista essa frieza. Mas com meus queridos sou muito carinhosa, e me acho bem irritante por isso em algumas vezes. Gosto de jogos de corrida, de luta, GTA, The Sims e o clássicos do Super Nintendo: Super Mário Bross e Sonic. Adoro brincar de lutinha. Mas também adoro minhas mulherzisses, sou viciada em maquiagem e me sinto muito superior quando piso num salto alto. Gosto de abraços apertados e adoro morder bebês e namorados. Tenho certeza de duas coisas (além da morte): sou realmente muito feliz, mesmo que esteja sempre querendo mais, e amo muito o que faço e tenho. Vivo minha vida em meio de sonhos, medos e vontades. E aos poucos vou me adaptando a falar de mim.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Sem expectativas para 2012
Juntamente com este início de ano, vêm as expectativas de como ele será. Promessas, simpatias, puladas das ondinhas e lentilha na carteira, será que dessa vez vai dar certo? Será que dessa vez cada onda pulada e uvas devoradas serão um desejo realizado? E o pacotinho de lentilha na carteira, será que vai gerar dinheiro? Um prêmio na mega-sena? Quem sabe, mas o que sabemos é que em todos primeiros, segundos dias e começos de ano é a mesma coisa. Expectativas, vontade de ter um ano bom e que dê tudo certo. Eu sou assim também, mas dessa vez não fiz nem metade dessas simpatias de ano novo que fiz em todas as viradas anteriores. Minha noite da virada foi diferente de todas as outras, em todos os sentidos. E não quero criar expectativas gigantescas, coloquei um post it dentro da minha mente com um recado: não vou ficar pensando loucamente nos dias que estão por vir, vou viver intensamente cada dia como se fosse o último. Sim, clichê, mas válido. Tenho planos, com certeza, profissionais, pessoais, viagens e permanecer firme e forte com o meu amor. São planos, vou fazer de tudo para que dêem certo (e o que já está dando certo, que permaneça), mas não tenho como garantir o que irá acontecer. Por isso vou viver, torcer para que seja doce, como já deixa a entender o nome: dois mil e doce, que entre confiante, com o pé direito. Apesar de todos os mistérios e crenças que os Maias deixaram em nossas mentes sobre 2012, espero que todos aproveitem o ano de forma profunda. Infelizmente o mundo não é cor de rosa todos os dias, todos passamos por altos e baixos em alguns momentos de nossas vidas, e é difícil enfrentar 365 dias só com sorrisos, então desejo força e persistência naqueles dias cinzas em que o sol insiste em não brilhar. E que venham sorrisos e abraços apertados nos dias que seguirem. Posso dizer que 2011 foi um dos melhores anos da minha vida e eu realmente não esperava grandes coisas dele, depois de tantas frustrações. Se 2012 for metade do que o ano que passou foi, estarei mais do que satisfeita. Um brinde de feliz ano novo para todos.
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