Olhando fixamente para a parede branca e mordiscando o dedo, assim permaneço enquanto estou pensativa em busca de ideias que habitam minha mente – em meio de interrogações. Minhas manias são diversas, essa é uma delas: sempre tenho as melhores conclusões ao olhar para uma parede branca (com algumas rachaduras, talvez), ali me surge uma luz e começo a pensar, escrever, explorar um mundo muito meu que domina minha cabeça. Falar de mim sempre foi muito difícil, nunca gostei de dinâmicas desse tipo e tenho um temor que antecede entrevista de estágio, na qual possam me pedir: fale mais de você. Falar o que? Tudo bem, eu falo. Eu odeio falar de mim. Mas posso contar que tenho um sonho de viver numa casa na beira da praia, na qual dormirei em redes e meu café da manhã será na areia. Conto que não consigo ficar parada enquanto escovo meus dentes, tenho que fazer um tour pela casa; é muito difícil eu me adaptar a andar de chinelos dentro de casa, gosto mesmo é de ficar descalça, até cortar o pé com algum caco de vidro com um copo que quebrei há alguns dias. Sim, sou bastante desastrada também, tenho mãos de manteiga, sempre ouvi isso de meus pais: “a Laura não sabe segurar as coisas direito, tudo ela tem que derrubar”. E choro, sou muito chorona, quando alguém fala mais grosso comigo, eu tento responder a altura, mas logo é possível notar aquela voz chorosa tentando parecer forte. Preciso contar até 10 quando estou irritada, as vezes é necessário que seja até 20, no meio de respirações fortes vou voltando ao meu estado normal e controlado na medida do possível. Sou bastante de lua também, após meus escândalos fico dando risada e com síndrome de Felícia (apertando todo mundo). Isso ocorre principalmente quando estou de TPM, e nossa, como tenho TPM. Mas até me considero calma, pelo menos consigo transparecer isso aos outros e sou bastante paciente em diversas situações, modéstia parte, me considero uma ótima ouvinte e acredito que haja uma psicóloga enrustida em mim. Sou neurótica com meus cabelos, já tentei ser desapegada, mas sou a favor da teoria: bad hair days are bad days. Porém, acho que amadureci um pouco essa minha certa futilidade, hoje sei o valor de um coque ou de um rabo de cavalo nesses dias de chuva que o cabelo não tem jeito de se aquietar. Ah, cabelos esses que são lavados com Johnsons Baby Shampoo, apenas pelo fato de eu amar o cheirinho da camomila que me lembra minha doce infância. Já fui chamada de estranha por que todas as vezes antes de sair de casa preciso tomar um copo da água, mesmo que eu não esteja com sede, também preciso fazer xixi, mesmo sem vontade. Pois sei que se eu não fizer isso, 5 minutos depois estarei com sede e apertada, tudo psicologicamente. Adoro escrever e desenhar, sinto que estou desabafando e me acalmando quando faço essas coisas. Mas apenas quando estou inspirada, não existe nada mais difícil do que fazer o que a gente mais gosta quando é a força, sem estar com aquela louca vontade. Sou uma romântica assumida, apesar de ser chamada de fria por muitas pessoas. É, quando eu não simpatizo com alguém ou pego nojo, sou realmente uma mala e não há quem me faça mudar ou ser simpática. Talvez por isso exista essa frieza. Mas com meus queridos sou muito carinhosa, e me acho bem irritante por isso em algumas vezes. Gosto de jogos de corrida, de luta, GTA, The Sims e o clássicos do Super Nintendo: Super Mário Bross e Sonic. Adoro brincar de lutinha. Mas também adoro minhas mulherzisses, sou viciada em maquiagem e me sinto muito superior quando piso num salto alto. Gosto de abraços apertados e adoro morder bebês e namorados. Tenho certeza de duas coisas (além da morte): sou realmente muito feliz, mesmo que esteja sempre querendo mais, e amo muito o que faço e tenho. Vivo minha vida em meio de sonhos, medos e vontades. E aos poucos vou me adaptando a falar de mim.

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